
המודל התיאורטי של בוהר
עם המודל החדש שהציע בוהר על המבנה האטומי, משהו כזה אחרון המודלים של דלתון ורתרפורד לא הצליחו להסביר את התופעות שנראו במבוא לנושא קרינת הגוף השחור. מה הייתה הסיבה האמיתית לכך שגזים שונים בחימום פולטים צבעים שונים (אורכי גל שונים).
הנימוקים של בוהר היו כדלקמן. קו הספקטרלי הפליטה של יסוד אומר לנו שהאטומים של אותו יסוד פולטים פוטונים רק בזמנים מסוימים. תדרים ספציפיים ולכן עם אנרגיות ספציפיות מסוימות. והאנרגיה הזו מוגדרת בדיוק כפי שעשה אלברט איינשטיין עבור הפוטון.
משוואה זו אומרת לנו שלכל אטום יש קבוצה של רמות אנרגיה אפשריות. לאטום יכולה להיות כמות אנרגיה פנימית השווה לכל אחת מהרמות הללו, אך לא יכולה להיות לו אנרגיה המתווך בין שתי רמות. זה קורה מתי גז נרגש, למשל, מפעיל מתח חשמלי, ועושה זאת על ידי העברת זרם חשמלי דרך הגז, הוא נותן אנרגיה לאלקטרונים באלקטרוספירה שלו.
כאשר האלקטרונים הללו סופגים את האנרגיה שניתנת על ידי האלקטרונים העוברים עקב הפרש הפוטנציאלים, הם הופכים ליותר "מומרץ" וקפוץ לרמת אנרגיה גבוהה יותר. אך אנרגיה זו אינה נשמרת לאורך זמן ולכן האלקטרון כאשר מאבד אנרגיה חוזר שוב לרמת האנרגיה בה היה ובתהליך זה הוא פולט פוטון באורך גל מסוים (צבע ספציפי).
הסיבה לכך היא שלכל אטומי הגז המבודדים של יסוד מסוים יש אותה סט של רמות אנרגיה, אבל לאטומים של יסודות שונים יש סטים שונים. לדוגמה, אטום ליתיום נרגש פולט אור אדום עם אורך גל λ = 671nm. אנרגיית הפוטונים המתאימה היא:
זו האנרגיה של הפוטון הפיקו במהלך המעבר בין שתי רמות האנרגיה. לכן, לכל סוג של אטום חייב להיות סדרה של רמות של אנרגיה, עם מרווחים שונים באנרגיה ביניהם. כל אורך גל בספקטרום מתאים למעבר בין שתי רמות אנרגיה אטומית. ספציפי. וכשאנחנו אומרים שאטומים הם יציב פירושו שלכל אטום יש רמת אנרגיה נמוכה יותר, שאנו קוראים לה רמת הבסיס. רמות עם אנרגיות גדולות מרמת הבסיס נקראות רמות נרגשות. אטום ברמה נרגשת יכול לבצע מעבר לרמת הבסיס על ידי פליטת פוטון. אבל מכיוון שהם לא קיימים רמות ברמות נמוכות של רמת הבסיס, אטום ברמת הבסיס אינו יכול לאבד אנרגיה ולכן אינו יכול לפלוט פוטון.

Bohr propõe em um de seus postulados que as órbitas dos elétrons são muito bem definidas e cada órbita há um número quântico associado juntamente com um nível de energia também associado, dado pela diferença de Energia de uma órbita para a outra determinado por ∆E. Tais órbitas foram classificadas como K, L, M, N, O, P, Q, etc. Cada elétron tem uma energia dependendo de qual orbital ou camada ele se encontra. Como citado anteriormente um átomo pode receber energia (absorver) ou emitir energia (emissão) .
Compreendendo então até aqui, pela teoria construída por Albert Einstein, um fóton tem sua energia associada com sua frequência (cor). Como por exemplo mostra o esquema 1, para conseguirmos arrancar o elétron da camada fundamental de número quântico n=1 (ou camada K), para o nível n=2 , a energia necessária que o nosso fóton precisará é exatamente a diferença de energia entre essas duas camadas ∆E. O mesmo se dá se quisermos elevar este mesmo elétron da camada fundamental n=1 para a mais alta possível mostrada no esquema

Outro conceito também importante como a segunda parte do esquema 1 mostra é a emissão de fótons. Isso acontece por um princípio básico da natureza chamado de "Princípio de mínima ação", o importante a se entender deste princípio é que todo fenômenos físico qualquer que seja, tende a estabilizar o "sistema físico" ao nível de energia mais baixo possível. No caso do átomo como mostra o esquema acima, cedemos (incidimos) um fóton no átomo, e o fóton só irá elevar o elétron ao nível mais alto se tiver uma energia menor que a do fóton. Em outras palavras, elevar o elétron do seu estado "natural" para um nível mais alto, estamos desestabilizando o equilíbrio energético deste sistema físico.
A natureza então tenta reorganizar ou reestabelecer esse equilíbrio novamente, e para isso o que acontece é que este elétron que foi elevado ao nível mais alto, não se mateará nele por muito tempo e eventualmente retornará ao seu estado mais fundamental novamente, é neste processo que acontece a emissão do fóton. É compreendendo este dois fenômenos que entendemos as linhas de absorvição e emissão de determinados elementos químicos que está representado no esquema 2.
Podemos então entender como mostra o esquema 3, o elétron quando absorve um fóton se eleva de um nível mais fundamental para um mais alto. Assim modificando então o equilíbrio energético do sistema. Para isso o elétron ao tentar restaurar a energia fundamental (mínima) emite um fóton para equilibrar a energia do sistema voltando então ao seu nível fundamental anterior que também podermos chamar de emissão expontânea. Ambos os processos de emissão e absorvição a frequência (cor) do fóton de ambas depende apenas e somente da diferença de energia ∆E dos orbitais a que cada elétron se encontra ou retorna.


Esta quantização das órbitas e das camada do átomo postulado por Bohr nos permitiu descrever muitos fenômenos que os antigos modelos não conseguiam prever. Mas esta não foi a única quantização que Bohr propõe pois a mesma ideia citada anteriormente, manter um equilíbrio, conservar grandezas físicas. E uma dessas grandezas que ja citamos na página anterior é a energia cinética do do elétron. Dependendo da órbita o elétron apenas tem uma velocidade relativamente baixa para seu orbital, e pela força centrípeta consequente da força Coulombiana exercida pelo núcleo do átomo, forçaria o elétron a colidir com o núcleo. Para resolver este problema juntamente com a quantização dos orbitais, o segundo postulado de Bohr prevê uma quantização do momento angular.
O momento angular é uma grandeza associada a conservação do movimento quanto a rotação de um corpo entorno de um eixo, e as grandezas que interferem nesta grandeza é a distância desse corpo com relação ao eixo (o raio) e a velocidade com que o corpo "orbita" rotaciona entorno do eixo. O que Bohr propôs é que o momento angular deve ser igualmente quantizado como as camadas, ou seja, o número quântico principal. O valor do momento angular quântico representado pela letra L é um múltiplo inteiro da constante de Planck e o número quântico principal, como mostra as equações abaixo:

Velocidade orbital do elétron
Raio orbital do elétron
Repare que a equação do momento angular tem um sub-índice (n) assim como as grandezas que a definem demonstradas acima, velocidade orbital e raio orbital. Isso significa que a quantização de Bohr restringe a existência do elétron em certas regiões, ou seja, a quantização do momento angular é diferente para cada nível quântico principal, um múltiplo inteiro dele. Isso significa que não existe momento angular fracionado, raio atômico fracionado, por exemplo, entre 1 e 2. Ou é 1 ou 2! Não existe valores intermediários a estes dois valores, como 1,14 ; 1,68. Não!!! Essa é a principal característica da quantização de Bohr. Estados de energia, momento angular, velocidade orbital e raio orbital são muito bem definidos. Com isso podemos definir a partir das relações anteriores a última relação de quantização de Bohr a quantização da energia associada a cada orbital atômico.
Energia associada ao orbital (n - enésimo)
Lembrando que esta descrição e os postulados que Bohr fez foram baseados no elemento mais simples que conhecemos hoje no universo, o Hidrogênio, pois ele contém apenas um elétron em órbita, sendo assim um elemento simples de se analisar e descrever. A questão é que para elementos com mais elétrons, como os metais, a teoria de Bohr já também não se faz eficiente. Os modelos teóricos descritos por ele divergem dos resultados em laboratório. Outros modelos posteriores surgem afim de preencher as lacunas deixadas pela teoria de Bohr, como o modelo atômico de Sommerfeld. Não nos cabe entrar nesses modelos teóricos mais elaborados, pois somente o modelo atômico do hidrogênio ja nos da bastante trabalho. O importante a você aluno até aqui é compreender que o modelo teórico de Bohr é muito eficiente para átomos relativamente simples, como os gases nobres e outros elementos que não tenham uma eletrosféra muito densa, com bastante elétrons. Existem outros modelos atômicos como citamos no qual conseguem dar conta ainda sim por uma aproximação para elementos químicos maiores e mais complexos.