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É VERDADE QUE NÓS NUNCA REALMENTE ENCOSTAMOS NAS COISAS?

  Concordando que os átomos são compostos principalmente por espaços vazios, como não atravessam uns pelos outros ? Como podemos tocar os objetos ou as pessoas, se são na verdade são imensos vazios ? Primeiramente, antes ainda  de responder estas perguntas faço outra: quem disse que encostamos nas coisas ? Na verdade nada encosta em nada! O que acontece quando chegamos muito perto de um corpo, supondo estarmos tocando-o, é a ação da repulsão elétrica. Os elétrons encontra-se na superfície mais externa de qualquer átomo, e como sabemos, cargas iguais se repelem. Na verdade o que conseguimos é chegar muito próximo de um corpo, mas não toca-lo. Quanto mais pressionamos nossos pés sobre o chão, aparentemente sólido, maior a força de repulsão que impede-nos de cair através dele. Sempre existirá um espaço, mesmo que invisível entre um corpo e outro.

POR QUE APARECEM “CHUVISCOS” NA  TELEVISÃO QUANDO UM CANAL ESTA FORA DO AR?

   O “chuvisco” e o chiado são uma amostra da confusão eletromagnética que reina no nosso meio. Quando sintonizamos um canal em determinada emissora, o aparelho receptor capta os sinais enviados por ela e os traduz em som e imagem. Se tentarmos sintonizar um canal que está fora do ar, não há nada sendo enviado pela emissora, mas a nossa atmosfera está cheia de ondas desordenadas, criadas pelo campo magnético da Terra, pelas turbinas de aviões, por outras torres de transmissão etc. É essa mistura que a TV capta e traduz como chuvisco e chiado.

É VANTAGEM TER-SE A REDE ELÉTRICA DE UMA CIDADE COM 220 V EM  LUGAR DE 127 V?

   Sim, é mais vantajoso (mais econômico) usarmos em nossas casas correntes com voltagem de 220 V do que com 127 V. As companhias de energia elétrica nos cobram pela energia que consumimos. Essa energia é dada pela expressão E = V. i. t, em que V. i é a potência necessária para dado aparelho funcionar e t é o tempo que ele fica ligado. É fácil ver, então, que em um aprelho que consome dada potência P = V. i, se usarmos aproximadamente o dobro da voltagem (220 V no lugar de 127 V), a corrente necessária para seu funcionamento será praticamente a metade, embora a potência seja a mesma nos dois casos. Mas as perdas de energia que ocorrem em qualquer aparelho ou nos fios de ligação são medidas por ΔE = R. i2. t
(efeito Joule: efeito de aquecimento em virtude da resistência R). Então, para um mesmo valor de R e t, quando i diminui, essa perda também será reduzida. Além disso, sendo menor a corrente, podemos utilizar condutores de menor seção reta (dentro de certos limites, para evitar o aquecimento excessivo do condutor), o que implicará ainda economia de material usado na confecção dos condutores.

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